história
A Essenciarte nasceu do sonho de uma mulher que acreditava que a beleza mora nos detalhes da casa, e que receber bem é, também, uma forma de amar.
Esta é a história da Ana Patricia. E o motivo pelo qual continuamos.
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1
Bauru, interior de São Paulo
Quem foi Ana Patricia
Ana Patricia Iosolini nasceu em Bauru, em uma família simples e cheia de amor. Perdeu a mãe, Cláudia, ainda aos nove anos, para um câncer causado pela síndrome de Li-Fraumeni, uma herança silenciosa que voltaria, décadas depois, para atravessar também a sua própria vida.
Cresceu com o pai, com os irmãos, e com uma vontade enorme de construir algo que fosse dela. Era daquelas pessoas que enxergam beleza nas pequenas coisas: uma mesa arrumada, um cheiro bom, um detalhe feito à mão.
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2
1998 — a mudança
O amor e o recomeço em Fortaleza
Ainda muito jovem, foi mãe pela primeira vez, do André. Alguns anos depois, em 1998, conheceu Afonso Celso, o homem que se tornaria seu companheiro para o resto da vida. Juntos, deixaram o interior de São Paulo e recomeçaram em Fortaleza.
Foi lá, entre o mar e um novo começo, que veio o Thiago, em 2001, o caçula, aquele que hoje escreve esta história. A vida não foi fácil no início. Mas Ana era assim: mesmo quando faltava tudo, ela dava jeito de fazer sobrar afeto.
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3
Maio de 2016
O nascimento da Essenciarte
Em maio de 2016, durante uma viagem a São Paulo para visitar a família, Ana teve uma conversa que mudaria tudo. Sentada com a tia Cássia, começou a falar sobre uma ideia que já morava dentro dela havia tempo demais: criar peças artesanais para a casa, feitas com cuidado, com identidade, com propósito.
Voltou para Fortaleza com o nome já decidido, Essenciarte, o encontro entre o essencial e a arte, e começou, dali mesmo de casa, a produzir as primeiras peças.
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4
A primeira venda
Todo grande sonho começa pequeno
A primeira venda veio pequena, quase tímida, mas foi o suficiente para acender algo que já não apagaria mais. Cada peça que saía das mãos dela era pensada como se fosse para a casa de alguém muito querido. Nada era feito no automático. Nada era feito só para vender.
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5
2016 — 2018
O crescimento do ateliê
Nesses anos, o ateliê cresceu junto com o sonho. Ana atendia clientes fiéis, fazia encomendas especiais, viajava para conhecer novos materiais, novos artesãos, novos jeitos de traduzir em objeto tudo aquilo que ela sentia.
O sonho estava dando certo.
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6
2019 — o diagnóstico
A vida mudou completamente
Em 2019, veio a notícia que a família mais temia: o mesmo câncer que havia levado sua mãe, décadas antes, voltava agora para bater na porta dela. A síndrome de Li-Fraumeni, silenciosa por tanto tempo, se manifestava outra vez.
Começou o tratamento no CRIO — Centro Regional Integrado de Oncologia, em Fortaleza. Foram anos de coragem, de fé, de dias bons e de dias muito difíceis. Ana enfrentou cada etapa com a mesma força com que fazia tudo na vida: com dignidade, com humor e sem nunca deixar a família perder a esperança.
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7
2021 — as últimas palavras
Um recado para quem ficava
Em 2021, no meio da pandemia, o quadro se agravou. Isolada dos filhos, do marido e dos irmãos por causa da UTI, ela deixou uma última mensagem para a família, uma frase curta, dita com aquela calma de quem já sabia que estava indo embora, mas ainda queria cuidar de quem ficava:
"Não importa o que aconteça, eu quero ver todo mundo feliz."
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8
2022 — 2025
O silêncio
Depois da partida dela, a Essenciarte também parou. Não por falta de vontade, mas porque nenhum de nós tinha, ainda, forças para continuar sozinho aquilo que era feito com as mãos dela. As peças ficaram guardadas. O ateliê, silencioso.
Foram quatro anos de luto, de reconstrução, de aprendizado. Quatro anos entendendo que algumas pausas são necessárias para se reerguer.
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9
2026 — o recomeço
A Essenciarte volta
Em 2026, a família tomou uma decisão: a Essenciarte voltaria. Não como era antes, porque nada nunca volta a ser exatamente como era, mas com a mesma alma, o mesmo cuidado, o mesmo olhar para o essencial que ela ensinou.
Cada peça que sai hoje da Essenciarte carrega uma parte dela. É o jeito que a gente encontrou de honrar, todos os dias, aquele último pedido: ver todo mundo feliz.
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10
O propósito
Quem conduz a Essenciarte hoje
A marca é conduzida pela família e por um pequeno time que veste a camisa como se ela fosse deles:
- Thiago Iosolini — filho caçula, administração e estratégia.
- Afonso Celso — marido de Ana, área comercial e parcerias.
- André Iosolini — filho mais velho, guardião do legado.
- Franciane Amorim — redes sociais e conteúdo.
- Jefferson Barreto — campanhas e comunicação visual.